CTP OU FOTOLITO?

“A TECNOLOGIA COMPUTER-TO-PLATE, HÁ UNS ANOS DESCONHECIDA DA MAIORIA DOS CLIENTES DA INDÚSTRIA GRÁFICA, É HOJE INDISPENSÁVEL PARA AS MAIORES GRÁFICAS PORTUGUESAS. MAS O CLÁSSICO FOTOLITO AINDA PERDURA.”

Na segunda metade da década de noventa, a tecnologia CTP (Computer-to-Plate) começou a impor-se como uma resposta à necessidade de conferir rapidez e qualidade ao trabalho final de registro e impressão. Através da gravação direta da chapa por laser a partir de um arquivo digitalizado e armazenado em suporte eletrônico, o CTP permite, explicando de uma forma muito sintética, eliminar a película e os químicos, assim como outras etapas mais morosas do fotolito convencional, como sejam a montagem final e as cópias.

CTP OU FOTOLITO?

De acordo com Mário Gervásio, diretor de produção da Lisgráfica, o trabalho executado em CTP garante uma melhor qualidade, além de permitir encurtar o tempo entre o fechamento das publicações e a entrega na gráfica impressora, o que é de grande importância para os clientes das gráficas.

A grande diferença

O grau de aceitação dos clientes tem sido fundamental para a evolução do CTP. Para Manuel Parreira, diretor de produção da Abril/ControlJornal (ACJ), a grande diferença do CTP relativamente ao fotolito consiste na eliminação de um processo intermédio passando diretamente à chapa através do CTP, o que ajuda a combater a tradicional perda de ponto de impressão na passagem de fotolito para a chapa. Refira-se que a totalidade das revistas editadas pela ACJ é produzida em CTP.

Blanca Avendaño Silva, diretora de produção da editora Deco Proteste, destaca também a questão da maior nitidez na impressão, mas também a rapidez na transmissão dos dados, a dispensabilidade do print em papel, a maior facilidade no arquivo de informação e a possibilidade de reutilização da mesma. No caso da Deco Proteste, a editora iniciou há cerca de dois anos o processo de transição da produção dos fotolitos para o CTP, numa altura em que a gráfica com que trabalha, a Mirandela, investiu de forma significativa na aquisição de CTP’s e software de impressão digital para imprensa.

Mário Gervásio explica que, na Lisgráfica, cerca de 80% das chapas utilizadas são feitas em CTP. Dos 24 títulos semanais produzidos por aquela gráfica, apenas um não é produzido com o recurso a esta tecnologia. O responsável pela produção da Lisgráfica adianta que há negociações com o cliente, para que todas as revistas sejam produzidas em CTP nas próximas três semanas. Mário Gervásio afirma ainda que o CTP está muito bem implantado no parque gráfico português.

Por sua vez, Manuel Parreira, diretor de produção da ACJ, adianta que todas as publicações da editora são feitas em CTP. Parreira partilha a opinião de que, apesar de ser uma tecnologia relativamente nova em Portugal, o CTP tem-se consolidado rapidamente no mercado.

Em comparação com o mercado europeu, Manuel Parreira explica que nesta tecnologia, como em todas as outras utilizadas na indústria gráfica, Portugal acompanhar o mercado europeu e não deixa nada a desejar.

O FUTURO É DIGITAL

O investimento em tecnologia CTP é rapidamente recuperado em termos de suprimento dos volumes de trabalho porque a rapidez de execução aumenta, mas este investimento tem um risco associado: a possibilidade de desatualização do CTP. No domínio da impressão em offset, o passo seguinte é conseguir subtrair as chapas ao processo produtivo.

Na edição de 2000 da DRUPA, a maior feira mundial de artes gráficas, foi relevante o fato de muitas das máquinas com tecnologia de impressão digital oferecer uma excelente qualidade de impressão associada a um elevado grau de automação.

Fonte: Revista Meios & Publicidade

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